FAQs

O Programa UPskill é uma iniciativa de âmbito nacional resultante da parceria entre a APDC, enquanto plataforma das Empresas que atuam no setor das Tecnologias de Informação e Comunicações (TIC), e do Governo, através do IEFP e da Academia (Instituições de Ensino Superior), visando criar as condições para (re)qualificar e integrar no mercado de trabalho do setor das TIC todos os profissionais que estejam em situação de desemprego ou subaproveitados, na sua atual função, face ao potencial que possuem.

O Objetivo do programa é conciliar com sucesso dois problemas e dessa forma, dar-lhes solução:

  • Empresas – como já referido, as empresas do setor das TIC estão carentes de recursos qualificados, existem projetos que não se iniciam e oportunidades perdidas pela falta de capacidade produtiva, pelo que é imperativo ter mais profissionais a atuar no setor.
  • Pessoas – Existem no mercado pessoas desempregadas, ou subaproveitadas, mas com vontade de ter uma participação ativa no mercado de trabalho, faltando-lhes, muitas vezes as competências técnicas que lhes permitam iniciar uma nova carreira. É essa a oportunidade agora criada.

Ao dar resposta a estes dois problemas, o UPskill está a contribuir para o aumento da competitividade do País, que passa a ter pessoas com mais qualificações e conhecimento e empresas mais preparadas para o mercado.

Com base na identificação de necessidades das Empresas, em termos de perfis técnicos e de localização geográfica, as várias Instituições de Ensino Superior vão organizar ações de formação, tipicamente com a duração de 6 meses, no âmbito das quais os Formandos vão receber uma formação intensiva numa área tecnológica considerada crítica (ex. programação numa dada linguagem).

Findo esse período, o Formando será integrado numa Empresa, onde, num período adicional de 3 meses desenvolverá a formação profissional em contexto de trabalho. No final, se obtiver aprovação na formação, terá oportunidade de ser integrado nos quadros dessa Empresa.

Nesta 2ª edição, o Programa passou a ser desenvolvido por ciclos de formação, de acordo com as necessidades das Empresas em termos de recursos humanos. O 1º ciclo já foi lançado, prevendo-se mais um ou dois novos ciclos, em datas a anunciar posteriormente.

O calendário definido para o 1º Ciclo de formação, sujeito a alterações, é o seguinte:

  • Ago/set 2021: recolha das necessidades de profissionais junto das Empresas aderentes (por perfil tecnológico e local geográfico) e início do processo de pré-inscrição dos potenciais interessados;
  • Out/nov: promoção de ações públicas de divulgação e início do processo de candidaturas dos interessados no Programa;
  • Dez: início das primeiras ações formativas nas Instituições de Ensino Superior envolvidas.
     
  • Junho 2022: realização da formação profissional em contexto real de trabalho, nas Empresas aderentes, destinada aos formandos que tenham realizado com sucesso a componente letiva e forem selecionados pelas Empresas.
  • Set/out 2022: integração dos formandos/profissionais que obtenham aproveitamento e preencham os critérios da Empresa onde realizaram o estágio nos quadros dessa Empresa.

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações é uma entidade que agrega empresas do setor das TIC e procura assumir-se como a plataforma de debate e reflexão de todos os temas decisivos e mobilizadores da transformação para o digital, promovendo e dinamizando iniciativas, que concorrem para a transformação digital da economia e sociedade. No âmbito deste Programa cabe-lhe o papel de coordenar a participação das Empresas, fomentando a sua adesão e identificando as necessidades de recursos, por tecnologia e local.

O Instituto de Emprego e Formação Profissional tem por missão promover a criação e a qualidade do emprego e combater o desemprego. Nesta qualidade ficou responsável, no âmbito do INCoDe.2030, de coordenar o Eixo 3 – Qualificação – “Capacitar profissionalmente a população ativa, dotando-a dos conhecimentos necessários à integração num mercado de trabalho que depende fortemente de competências digitais”.

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos é o órgão de representação conjunta dos estabelecimentos públicos de ensino superior politécnico e tem neste programa o papel de coordenar a participação desses institutos, como polos de formação nas distintas vertentes tecnológicas a abranger pelo programa. O CCISP tem também, no âmbito do INCoDe.2030, a função de coordenar o Eixo 4 – Especialização, que visa promover a especialização em tecnologias digitais e aplicações para a qualificação do emprego e a
criação de maior valor acrescentado na economia.

CANDIDATO

Poderá candidatar-se no site https://upskill.pt/, onde, desde já, é possível proceder à sua pré-candidatura, no separador de ‘candidatos’.

Para efetuar o processo de candidatura, siga estes passos:

  • Leia atentamente a informação disponibilizada neste site para conhecer todas as condições do Programa;
  • Analise as áreas tecnológicas e as respetivas localizações onde decorrerá a formação, para escolher a que for mais interessante/adequada;
  • Vá ao canal Candidatos e selecione no site o botão Portal de Candidatura -> Clique aqui, colocando o seu email e password;
  • Vai receber o email na sua caixa de correio. Clique no link para prosseguir com o seu registo. Complete-o;
  • Volte a verificar na sua caixa de correio, onde estará um email para aceder ao link da plataforma de testes;
  • Já dentro da plataforma de testes, coloque os dados de identificação e os documentos solicitados (.ZIP ou .PDF) para efetuar o seu registo;
  • Identifique a área de formação (e a segunda opção) a que se candidata. Alertamos que só poderá alterar as opções que selecionou nas 96h seguintes;
  • Volte à sua caixa de correio onde vai receber um link para efetuar os testes – provas psicométricas e de inglês. Atenção que este email poderá demorar até 3 horas a ser enviado;
  • Clique no link do email e será encaminhad@ para o Portal de Testes, onde realizará as provas acima referidas;
  • Após a realização dos testes, poderá aceder à sua área reservada e consultar os resultados, num prazo máximo de 48 horas (resultado dos testes >=50 e Inglês B2, C1 ou C2).

Caso reúna condições, aguarde. O passo seguinte será uma entrevista, realizada apenas depois da conclusão do ciclo de candidatura em que se insere. Para o efeito, será contactado através de email.

Os candidatos são colocados nas ações de formação, com base no resultado dos testes (top-down). Poderá não ser chamad@, se a ação a que se candidatou ficar, entretanto, fechada. Candidat@s aprovad@s nos testes, mas não colocad@s, transitam para o ciclo seguinte. Em cada ciclo, candidat@s são informados do resultado e, não sendo colocad@s nas opções selecionadas, poderão num prazo de 96h escolher outra ação de formação de entre as que estão ainda disponíveis.

Veja vídeo explicativo do processo de candidatura.

Tem um período de 96h para o fazer, a partir do momento em que se regista.

Os candidatos deverão ter, preferencialmente uma licenciatura, sendo o requisito mínimo a conclusão do Ensino Secundário. As Empresas definem, para cada ação formativa em que serão envolvidas, qual destes requisitos será aplicado. Será também indispensável o domínio da língua inglesa, tendo em conta que a formação nas áreas tecnológicas é dada neste idioma. MOTIVAÇÃO é também um requisito essencial, que distinguirá do candidato durante o processo de formação.

A avaliação final terá como base o resultado dos testes e da entrevista. A Entrevista decorrerá, em princípio, de forma presencial, salvo se as condições sanitárias não o recomendarem.

O Programa UPskill pretende ser abrangente, pelo que não há qualquer idade mínima ou máxima de candidatura. Qualquer pessoa que tenha concluído pelo menos o ensino secundário está apto a candidatar-se, se tiver vontade de iniciar um novo rumo para a sua vida profissional.

Não dispensa. No entanto, os candidatos podem efetuar os testes e todo o processo de candidatura. O comprovativo de inscrição no IEFP pode ser entregue até 8 dias antes de começar a ação formativa em que o candidato foi admitido.

Os cursos e os locais onde vão decorrer são definidos depois de efetuado um levantamento das necessidades das Empresas aderentes ao Programa. Segue-se a análise pelas Instituições de Ensino Superior da respetiva capacidade de formação nessas áreas e regiões. Só então será definido o número de turmas/formandos e locais.

@s formand@s só poderão participar numa ação de formação, uma vez que, tratando-se de formação intensiva, exigirá disponibilidade total. Contudo, no processo de registo pode selecionar uma segunda opção de formação, no caso de não ser colocad@ na sua primeira opção. Esta segunda opção será usada, em cada ciclo de formação, numa 2ª ronda de colocações, preenchendo-se vagas ainda em aberto.

Um dos objetivos do Programa é também o de ajudar a criar postos de trabalho no interior de Portugal, pelo que será dada preferência às candidaturas que contribuam para este objetivo. No entanto, caso não exista formação na sua área, será possível o candidato escolher um curso ministrado numa localização diferente do da sua residência, mas, nesse caso, terá de assumir que a empresa para onde poderá vir a evoluir, quer na fase de formação profissional em contexto de trabalho, quer na fase posterior de emprego, será na região para onde se está a candidatar.

NOTA: O Programa assegura uma bolsa durante o processo formativo, mas não assegura despesas com estadia.

Em princípio, a formação será presencial. No entanto, poderá haver alguns módulos ministrados de forma remota, no caso de não ser possível ao formador/especialista estar presente em sala. Ressalvam-se ainda situações em que as condições sanitárias não recomendem o presencial.

Por princípio a formação decorrerá nas instalações das Instituições de Ensino Superior, salvo se o número de formandos justificar a utilização de outras instalações.

Sobre este ponto, não podemos deixar de dizer que isso vai depender muito de cada formando. A vontade dos formandos de transformarem esta formação num passo fundamental no processo de evolução da sua vida profissional é fundamental.

Complementarmente reforçamos que a utilização de Instituições de Ensino Superior no âmbito deste Programa é um sinal claro de que existe aposta na qualidade da formação. Também a participação das Empresas, como potenciais entidades empregadoras significa acreditar no modelo, pois empresas competitivas constroem-se com bons profissionais.

As pessoas com deficiência são também destinatárias do Programa, solicitamos apenas que nos contatem para assegurar o necessário apoio.

Como referido no ponto sobre o calendário, a primeira ação de formação deverá iniciar-se em novembro/dezembro de 2021.

As Pessoas que aderirem a este Programa e apostarem na sua formação não têm quaisquer custos. Terão apenas de ter vontade de iniciar um novo rumo na sua atividade profissional, motivação e vontade de mudar, firme determinação e capacidade de trabalho para terminar com sucesso a sua formação. Terminada esta, entrarão num mercado de trabalho exigente, mas cheio de oportunidades.

Para os aspetos financeiros, ver ponto “Que apoios estão previstos”, pois, mais do que não ter custos financeiros, os participantes serão remunerados desde o início da componente letiva.

O Programa prevê apoios distintos nas suas fases de execução. Assim:

  • No período formativo (tipicamente de 6 meses, mas que poderá depender de cada ação), a decorrer numa Instituição de Ensino Superior, a formação será totalmente subsidiada. Cada formando receberá uma bolsa equivalente ao salário mínimo nacional, assim como subsídio de alimentação;
  • No período formativo em contexto de trabalho, o formando continuará a receber a bolsa e subsídio de alimentação indicados anteriormente.

Ver também: Que apoios financeiros estão previstos?

Durante o período formativo (6 meses de atividade letiva + 3 meses em contexto de trabalho), cada Formando receberá uma bolsa equivalente ao salário mínimo nacional, assim como o subsídio de alimentação.

Nota: O período indicado de atividade letiva, de 6 meses, pode variar consoante os módulos de cada ação de formação.

Está previsto o pagamento de subsídio de alimentação no valor equivalente ao da administração pública.

Não está previsto alojamento, nem apoio para o transporte. As condições de apoio são as referidas anteriormente.

Não, a bolsa não é cumulável com as prestações do subsídio de desemprego, do subsídio social de desemprego, medida extraordinária de apoio a desempregados de longa duração e Rendimento Social de inserção.

Os formandos desempregados que auferem uma das prestações sociais referidas na resposta anterior, podem optar por manter essa comparticipação, não recebendo a bolsa.

A participação do setor privado, na génese do programa, reforça esse ponto. Efetivamente o pressuposto é a integração de uma parte substancial dos Formandos. Para o efeito cada formando terá de obter aproveitamento nos vários módulos do Programa e ser aceite por uma das empresas participantes.

Se o formando realizar com sucesso a ação formativa para a sua capacitação nas competências técnicas definidas, assim como na subsequente formação profissional em contexto de trabalho, poderá ser de imediato integrado nos quadros da Empresa onde realizou esse estágio. De acordo com as regras definidas pelo Programa UPskill, pelo menos 80% dos formandos serão contratados pelas Empresas envolvidas, uma vez que surge precisamente da indicação de vagas para contratação por parte das Empresas.

O Programa tem como objetivo que os profissionais formados sejam inseridos nas Empresas aderentes com um salário mínimo de referência que, incluindo subsidio de alimentação, será equivalente a 1.200€ mensais.

EMPRESA

Pode desde já utilizar o site https://upskill.pt/, no separador ‘empresas’, para enviar os dados da Empresa. Esta será posteriormente contactada, para melhor identificação dos locais e perfis em que tem necessidade recursos qualificados.

As empresas que aderirem ao Programa poderão associar-se como Empresas Fundadoras, Parceiras ou Convidadas:

  • Empresas Fundadoras (EF) – São Empresas que, para além da identificação de necessidades de recursos humanos, nas várias tecnologias, serão dinamizadoras da iniciativa e darão contributos, sempre que necessário, ao nível da organização do programa, ao nível formativo, ao nível da comunicação e, ao nível da subsidiação (€5K).
  • Empresas Parceiras (EP) – São empresas indicadas pelas Empresas Fundadoras por terem com elas relação de parceria e de quem se espera que, em articulação com a empresa Fundadora, forneçam necessidades de recursos para as tecnologias necessárias para a sua atividade. A contribuição destas empresas para o programa será de €1K.
  • Empresas Convidadas (EC) – Empresas não enquadradas em (1) e em (2) e que apresentem necessidades de recursos, nas tecnologias identificadas. Esses recursos serão alocados após a distribuição, pelas empresas indicadas em 1 e 2.

Também para as empresas esta é uma excelente oportunidade, a formação do UPskill será ministrada por instituições do ensino superior, com o consequente selo de qualidade e essa formação será totalmente custeada por fundos públicos, sem custo para as empresas.
As empresas que aderirem ao Programa poderão associar-se como Empresas Fundadoras, Parceiras ou Convidadas:

  • Empresas Fundadoras (EF) – São Empresas que, para além da identificação de necessidades de recursos humanos, nas várias tecnologias, serão dinamizadoras da iniciativa e darão contributos, sempre que necessário, ao nível da organização do programa, ao nível formativo, ao nível da comunicação e, ao nível da subsidiação (€5K).
  • Empresas Parceiras (EP) – São empresas indicadas pelas Empresas Fundadoras por terem com elas relação de parceria e de quem se espera que, em articulação com a empresa Fundadora, forneçam necessidades de recursos para as tecnologias necessárias para a sua atividade. A contribuição destas empresas para o programa será de €1K.
  • Empresas Convidadas (EC) – Empresas não enquadradas em (1) e em (2) e que apresentem necessidades de recursos, nas tecnologias identificadas. Esses recursos serão alocados após a distribuição, pelas empresas indicadas em 1 e 2.

Por último, no período formativo de formação profissional em contexto real de trabalho, que tipicamente decorre nos últimos 3 meses de formação, as Empresas suportarão a bolsa equivalente ao salário mínimo nacional, assim como subsídio de alimentação, aos formandos que acolher.