FAQs

O Programa UPskill é uma iniciativa de âmbito nacional resultante da parceria entre a APDC, enquanto plataforma das Empresas que atuam no setor das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), do Estado, através do IEFP e da Academia (Institutos Politécnicos, UNL e ISCTE). Pretende criar as condições para (re)qualificar e integrar no mercado de trabalho TIC profissionais que estejam em situação de desemprego ou subemprego.

O objetivo do programa é conciliar dois problemas e dessa forma, dar-lhes solução.

Empresas – As Empresas do setor das TIC têm falta de recursos qualificados, levando ao adiar de projetos, a oportunidades perdidas pela falta de capacidade produtiva. É imperioso ter mais profissionais qualificados a atuar no setor.

Pessoas – Existem no mercado pessoas desempregadas, ou subempregadas, mas com vontade de ter uma participação ativa no mercado de trabalho, faltando-lhes, muitas vezes as competências técnicas que lhes permitam iniciar uma nova carreira. É essa a oportunidade agora criada.

Ao dar resposta a estes dois problemas, o UPskill está a contribuir para o aumento da competitividade do País, que passa a ter pessoas com mais qualificações e conhecimento e empresas mais preparadas para o mercado.

As Pessoas que aderirem a este Programa e apostarem na sua formação não têm quaisquer custos. Terão apenas de ter vontade de iniciar um novo rumo na sua atividade profissional, motivação e vontade de mudar, firme determinação e capacidade de trabalho para terminar com sucesso a sua formação. Terminada esta, entrarão num mercado de trabalho exigente, mas cheio de oportunidades.

Para os aspetos financeiros, ver ponto “Que apoios estão previstos”, pois, mais do que não ter custos financeiros, os participantes serão remunerados desde o início da componente letiva.

Com base na identificação de necessidades das Empresas, em termos de perfis técnicos e de localização geográfica, os vários Institutos Politécnicos envolvidos, a UNL e o ISCTE vão organizar ações de formação, com a duração de 6 meses, no âmbito das quais os Formandos vão receber uma formação intensiva numa área tecnológica considerada crítica (ex. programação numa dada linguagem). Findo esse período letivo, o Formando será integrado numa Empresa, onde desenvolverá um estágio em contexto de trabalho de 3 meses. No final, se obtiver aprovação na formação, terá oportunidade de ser integrado nos quadros dessa Empresa.

A Primeira fase do programa passa pelo levantamento, pelas empresas, das suas necessidades de recursos humanos qualificados, nas áreas abrangidas pelo programa UPskill, seguindo-se o trabalho das instituições de ensino superior para o desenho das ações de formação e para a identificação dos locais onde será ministrada.

Consulte as ações de formação, já incluídas no programa, na área de candidatos do site UPskill.

Como já referido, para esta 1ª edição do Programa, está prevista uma fase inicial de preparação, seguindo-se as fases letivas e de formação, e a integração na Empresa. Assim:

  • Junho/Julho 2020: recolha das necessidades de profissionais junto das Empresas (por perfil tecnológico e local geográfico) e início do processo de pré-inscrição, pelos potenciais interessados;
  • Junho, julho e agosto 2020: promoção de ações públicas de divulgação para a obtenção de candidaturas de Pessoas ao Programa;
  • Setembro 2020: início das primeiras Ações Formativas.
  • Fevereiro/Março 2021: realização de estágio em contexto real de trabalho, para os Formandos que realizem com sucesso a componente letiva.
  • Junho 2021: integração nos quadros da Empresa dos Formandos/Profissionais que obtenham aproveitamento e preencham os critérios da Empresa onde realizaram o Estágio.

O Programa UPskill pretende ser abrangente, pelo que não há qualquer idade mínima ou máxima de candidatura. Qualquer pessoa que tenha concluído pelo menos o ensino secundário está apto a candidatar-se, se tiver vontade de iniciar um novo rumo para a sua vida profissional.

Poderá candidatar-se no site UPskill, na área de candidatos.

Como referido no ponto sobre o calendário, a primeira ação de formação deverá iniciar-se em setembro. Poderá, no entanto, realizar-se uma ação piloto antes dessa data, envolvendo uma turma, se forem reunidas todas as condições para o efeito, em termos de identificação de necessidades e dos candidatos a Formandos.

O mercado das Tecnologias de Informação e Comunicação tem uma elevada empregabilidade e defronta-se com um crescente problema de falta de recursos qualificados. Assim, se o Formando realizar, com sucesso, a ação formativa para capacitação nas competências técnicas definidas, assim como o subsequente estágio em ambiente empresarial, poderá ser de imediato integrado nos quadros da Empresa onde realizou esse estágio. Esse é, aliás, o objetivo deste Programa.

Este Programa prevê apoios distintos nas várias fases de execução. Assim:

– No período formativo letivo de 6 meses, a decorrer num Instituto Politécnico, na UNL ou no ISCTE, a formação não terá custos para o Formando, sendo paga ao abrigo do presente Programa. Cada Formando receberá uma bolsa equivalente ao salário mínimo nacional, assim como subsídios inerentes, como subsídio de alimentação;

– No período formativo do estágio, o Formando continuará a receber o valor indicado no “Período formativo letivo”.

O Programa tem como objetivo que os profissionais formados sejam inseridos nas Empresas aderentes com um salário mínimo de referência de 1.200€.

A condição mínima é a conclusão com sucesso do Ensino Secundário. Será também indispensável o domínio da Língua Inglesa, tendo em conta que a formação nas áreas tecnológicas se baseia neste idioma. A MOTIVAÇÃO é também um requisito essencial para o candidato, que o irá distinguir no decorrer da Ação de Formação.

Pode desde já utilizar o site https://upskill.pt/, na área “Empresas”, para enviar os dados da Empresa. Esta será posteriormente contactada, para identificação das geografias e perfis em que tem necessidade de quadros.

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, é uma entidade que agrega empresas do setor das TIC e procura assumir-se como a plataforma de debate e reflexão de todos os temas decisivos e mobilizadores da transformação para o digital, promovendo e dinamizando iniciativas, que concorrem para a transformação digital da economia e sociedade. No âmbito deste programa cabe-lhe o papel de coordenar a participação das Empresas, fomentando a sua adesão e identificando as necessidades de recursos, por tecnologia e geografia.

O Instituto de Emprego e Formação Profissional, tem por missão promover a criação e a qualidade do emprego e combater o desemprego. Nesta qualidade ficou responsável, no âmbito do INCoDe.2030, de coordenar o Eixo 3 – Qualificação – “Capacitar profissionalmente a população ativa, dotando-a dos conhecimentos necessários à integração num mercado de trabalho que depende fortemente de competências digitais”.

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos é o órgão de representação conjunta dos estabelecimentos públicos de ensino superior politécnico e tem neste programa o papel de coordenar a participação desses institutos, como polos de formação nas distintas vertentes tecnológicas a abranger pelo programa. O CCISP tem também, no âmbito do INCoDe.2030, a função de coordenar o Eixo 4 – Especialização, que visa promover a especialização em tecnologias digitais e aplicações para a qualificação do emprego e a
criação de maior valor acrescentado na economia

Os Formandos só poderão frequentar uma das ações de formação, pois ela será ministrada de forma intensiva, exigindo disponibilidade total, no entanto, no processo de candidatura o candidato poderá escolher mais do que uma área, (em principio 3), indicando a sua ordem de preferência, assegurando dessa forma que, caso não se realize a formação identificada como prioritária, ou entretanto se tenham esgotado as vagas, possa ingressar noutra das ações prevista.

Um dos objetivos do programa é também o de ajudar a criar postos de trabalho no interior do Pais, pelo que será dada preferência às candidaturas que contribuam para este objetivo, no entanto, caso não exista formação na sua área, será possível o candidato escolher um curso/geografia diferente do da sua residência, nesse caso terá de assumir que a empresa para onde poderá vir a evoluir quer na fase de Estágio, quer de Trabalho será na região para onde se está a candidatar.

Ver também: Que apoios financeiros estão previstos?

Durante o período formativo (6 meses de atividade letiva + 3 meses em contexto de trabalho), cada Formando receberá uma bolsa equivalente ao salário mínimo nacional, assim como subsídios inerentes, como subsídio de alimentação;

Nota: O período indicado de atividade letiva, de 6 meses, pode variar consoante os módulos de cada ação de formação (ver descrição aqui)

Não, a bolsa não é cumulável com as prestações do subsídio de desemprego, do subsídio social de desemprego, medida extraordinária de apoio a desempregados de longa duração e Rendimento Social de inserção.

Os formandos desempregados que auferem uma das prestações sociais referidas na resposta anterior, não recebem bolsa.

Está previsto o pagamento de subsídio de alimentação no valor equivalente ao da administração pública.

A Formação Java, inclui desenvolvimento Web, incluindo arquiteturas cliente-servidor, SOA, REST.

Não dispensa. No entanto, os candidatos podem efetuar os testes e todo o processo de candidatura. O comprovativo de inscrição no IEFP pode ser entregue até 8 dias antes de começar a ação formativa em que o candidato foi admitido.

A avaliação final terá como base o resultado dos testes e da entrevista. A entrevista decorrerá, em princípio, de forma presencial, salvo se as condições sanitárias não o recomendarem.

A participação do setor privado, na gênese do programa, reforça esse ponto, efetivamente o pressuposto é a integração de uma parte substancial dos Formandos.

A Formação será, por princípio, presencial. Salvo se as condições sanitárias não o recomendarem.

Por regra, a formação decorrerá nas instalações da Instituição de Ensino Superior responsável pela sua realização, salvo se o número de formandos justificar a utilização de outras instalações.

Sobre este ponto, não podemos deixar de dizer que isso vai depender muito de si enquanto formando. A vontade de transformar esta formação num passo fundamental no processo de evolução da sua vida profissional é fundamental.

Complementarmente reforçamos que a utilização de Instituições de Ensino Superior no âmbito deste programa é uma sinal claro de que existe aposta na qualidade da formação. Também a participação das Empresas, como potenciais entidades empregadoras significa acreditar no modelo, empresas competitivas constroem-se com bons profissionais.

Os contends programáticos estão definidos, poderá verificar-se algum ajuste, na parte final do processo formativo se se justificar aprofundar algum aspeto em particular, para melhor preparar os formandos para o ingresso na empresa participante.

As pessoas com deficiência são também destinatárias do Programa, solicitamos apenas que nos contatem para o e-mail referido no site UPskill.pt, para análise do caso em particular.

Não existe ainda uma decisão sobre esta matéria, no entanto está a ser proposto no âmbito dos conselhos gerais dos Institutos Politécnicos envolvidos, que a formação UPskill venha a ser classificada, como “Curso de especialização”, ou, para quem possua licenciatura ou bacharelato seja considerada uma “pós-graduação”.

A decisão final de cada Politécnico deverá ocorrer em Setembro.

A lista dos formandos selecionados será ordenada por ordem descendente de classificação. A avaliação final é obtida pela aplicação da seguinte fórmula:

AF = 10% (AI*20)/3 + 40% (AE *20)/3 + 50% (AP*20)/9

Em que:

  • AI – Avaliação Inglês, a atribuir na entrevista e compreendida no intervalo 0 a 3, onde 0 – Não aprovado, 1 – Satisfatório, 2 – Bom e 3 – Muito Bom.
  • AE – Avaliação Global, a atribuir na entrevista e compreendida no intervalo 0 a 3, onde 0 – Não aprovado, 1 – Satisfatório, 2 – Bom e 3 – Muito Bom.
  • AP – Avaliação obtida nos Testes online, no intervalo 0 a 9.

Caso algum dos fatores acima referidos seja zero, o candidato é considerado como não reunindo condições de iniciar o Programa, não se aplicando a fórmula.

Em caso de empate na avaliação final, serão utilizados os seguintes critérios seleção:

1º critério) Género sub-representado na lista de avaliação final ao Programa UPskill, aferido pelo limite de 33,33% de representatividade na lista de avaliação final.

2º critério) Candidatos em situação de Desemprego, aferido por verificação do IEFP.

3º critério) Ordem de inscrição no Programa UPskill, aferido pela data e hora de inscrição gravada pelo sistema informático.