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2ª Edição do Programa UPskill já arrancou

Desde 14 de outubro que está aberto o processo de candidaturas à 2ª edição do UPskill, destinado a todas as pessoas que querem uma requalificação em TIC e começar uma carreira profissional numa área de futuro. Esperamos por si! – Prazo de candidatura prolongado até 26 novembro.

Vamos realizar no dia 9 de dezembro uma Sessão de Esclarecimento sobre o Programa UPskill. O objetivo é abordar em detalhe como decorrerá o 2º ciclo de candidaturas da 2ª edição desta iniciativa nacional de requalificação, prestes a ser lançado.

Vamos ainda esclarecer todas as dúvidas colocadas pelos candidatos, em particular sobre as ações de formação nas novas áreas das TIC agora abrangidas, tais como:

– Appian (IPS-Setúbal)
– OutSystems (IPB-Bragança / IPS-Setúbal)
– Java (Ualg-Faro)
– Power Platform (ISCTE-Sintra)
– Cloud (ISCTE-Sintra / IPS-Viseu)

Pode desde já fazer o seu registo para participar. Esperamos por si para que possa tirar todas as suas dúvidas!

PROGRAMA UPSKILL – DIGITAL SKILLS & JOBS

O DESAFIO PARA QUEM TEM A AMBIÇÃO DE LUTAR POR UM FUTURO MELHOR!

Vamos em conjunto lançar a 2ª edição do programa UPskill.

Uma oportunidade para as empresas reforçarem com novas competências, as suas equipas.

Uma oportunidade para as pessoas se requalificarem para trabalharem num setor crítico para a economia e com elevado potencial de crescimento.

Empresas – Aceda ao menu ‘empresas’ e identifique as suas necessidades, indicando as áreas tecnológicas e os locais onde precisa de recursos humanos qualificados.

Candidatos – Está aberto o 1º período de candidaturas para a 2ª edição do Programa UPskill (1º ciclo de candidaturas). Aceda ao menu ‘candidatos’ para mais informações.

O Porquê do Programa?

Não é por acaso que a transição digital faz parte do Plano de Recuperação e Resiliência. Efetivamente o chamado “digital” já faz parte das nossas vidas, quer no contexto pessoal em que os novos serviços estão presentes no nosso dia a dia, quer no contexto profissional em que a automatização de processos ou os novos serviços alteram fortemente os vários modelos de negócio.

Mas toda esta transição não se faz sem pessoas, são elas que desenvolvem os novos serviços e, com a sua capacidade de inovação mudam os modelos de negócio.

Mas esta capacidade de mudança liderada por pessoas, tem um constrangimento forte, precisamente nas pessoas, ou seja, faltam recursos humanos qualificados para assegurar a velocidade de transformação que pretendemos, e que será um dos pilares de recuperação económica do País.

O UPskill tem esse propósito, desafiar pessoas para que venham trabalhar para o setor “digital”.

Não podemos olhar para o digital como uma ameaça, temos de olhar como uma oportunidade!

A alteração profunda do mercado de trabalho, com uma evolução dos processos produtivos das empresas, no sentido da robotização e digitalização, como fatores essenciais para a sua competitividade, conduz a que trabalhos “mecanizáveis” não só não garantem o futuro como já não garantem o presente. Agora, como de resto sempre foi, a aposta no conhecimento é a aposta no sucesso e a aposta no futuro.

Aumentar a qualificação nas áreas de Tecnologias de Informação e Comunicação, inserindo novos profissionais neste setor, significa assegurar-lhes o acesso a um mercado de trabalho com inúmeras oportunidades de carreira e, acima de tudo, criar um desafio constante e a oportunidade para um desenvolvimento contínuo. 

O que é o Programa UPskill – Digital Skills & Jobs?

O DESAFIO PARA QUEM TEM A AMBIÇÃO DE LUTAR POR UM FUTURO MELHOR!

A APDC, o IEFP e o CCISP, decidiram colaborar na estruturação de um projeto, de âmbito nacional, que tem como objetivo requalificar profissionais, de modo a que, após o adequado período formativo, possam ser integrados nas Empresas que tenham necessidades de quadros nas áreas da programação.

Uma iniciativa cujo sucesso implica unir esforços de Pessoas – os candidatos a este novo desafio profissional – das Instituições de ensino superior, como fontes de formação e das Empresas aderentes à iniciativa – como fornecedoras de emprego nestas áreas de atividade, com o Estado a assumir o papel de principal financiador do projeto.

Com esta união de esforços, estão reunidas as condições para conseguirmos, mais e melhores profissionais e Empresas mais fortes e preparadas para ajudar o País a ser mais competitivo.

Os cursos têm uma duração estimada de 6 meses em ambiente letivo, seguido de 3 meses de Formação Profissional em Contexto de Trabalho na empresa aderente, com forte possibilidade de entrada subsequente nos seus quadros (este 2º período poderá ser alargado a 6 meses).

A bolsa de formação durante a formação teórica-prática e a Formação Profissional em Contexto de Trabalho, é equivalente ao salário mínimo nacional. A integração na empresa é feita com base no salário praticado para o mesmo tipo de profissionais estimando que, incluindo subsídio de alimentação, se situe nos 1.200€ mensais.

Quem são as entidades envolvidas?

O IEFP

O Instituto de Emprego e Formação Profissional, enquanto Serviço Público de Emprego e Formação, tem por missão promover a criação e a qualidade do emprego e combater o desemprego. Nesta qualidade, dará todo o suporte aos candidatos à formação e assumirá o pagamento, aos formandos, de uma bolsa de formação, bem como assumirá o pagamento dos custos decorrentes das ações formativas a ministrar pelos Institutos Politécnicos e outras instituições do ensino superior.

INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

As Instituições de ensino superior foram também desafiadas para este projeto, tendo os Institutos Superiores Politécnicos, através do seu Conselho Coordenador (CCISP), enquanto órgão de representação conjunta dos estabelecimentos públicos de ensino dado imediata resposta positiva, assegurando o papel de coordenar a participação desses institutos, como polos de formação nas distintas vertentes tecnológicas a abranger pelo programa. A esta iniciativa associou-se também o ISCTE, de forma a reforçar a capacidade formativa em Lisboa. Novas instituições podem vir a participar na 2ª edição.

EMPRESAS / APDC

Cabe à Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações – enquanto entidade que agrega empresas do setor das TIC e procura assumir-se como a plataforma de debate e reflexão, promovendo e dinamizando iniciativas, que concorrem para a transformação digital da economia e sociedade – coordenar, no âmbito deste programa a participação das Empresas, fomentando a sua adesão e identificando as necessidades de recursos, por tecnologia e área geográfica.

AS PESSOAS

As Pessoas, isto é, todos aqueles que têm motivação para assumir um novo e desafiante projeto profissional, no sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), constituem o elemento central deste programa.

Qual a estrutura formativa do Programa UPskill?

As ações de formação do programa UPskill tem uma fase teórico-prática, que decorre tipicamente por um período de 6 meses, numa Instituição de Ensino Superior (IES) selecionada com base na localização pretendida pelas Empresas para as vagas de emprego.

Após esta formação segue-se um segundo período, com uma duração de 3 meses, na empresa, de formação profissional em contexto de trabalho (FPCT).

Neste período o formando vai receber uma bolsa, equivalente ao salário mínimo nacional, acrescida de subsídio de refeição, de valor equivalente ao da administração pública. Este estímulo remunerativo tem como objetivo central, permitir ao formando que se foque na formação, atendendo ao elevado grau de exigência de que a mesma se reveste.

Quais as principais etapas do Programa UPskill?

  • Empresas identificam as áreas tecnológicas e as localizações em que pretendem contratar profissionais, para permitir a definição das ações de formação. 
  • Essas ações são muito focadas, ex. Programação JAVA, .NET, Gestão de plataformas ERP, Cloud etc.
  • As Empresas identificam a quantidade de profissionais que necessitam para cada uma dessas áreas.
  • As Empresas que pretendam turmas dedicadas identificam um mínimo de 15 vagas numa dada localização/tecnologia.
  • A Direção do UPskill aprova as ações de formação, desde que reunidas as condições por parte da(s) Instituição(ões) de Ensino Superior e que o conjunto de vagas indicadas pelas empresas atinja pelo menos 15 formandos (por local e tecnologia):
    • Turmas dedicadas, para as empresas que solicitarem essa opção e que reúnam condições, em termos das vagas criadas, de um número mínimo de formandos (mínimo de 15 por local e tecnologia).
    • Turmas partilhadas, nos casos em que um conjunto de empresas solicite um mínimo de 15 formandos (local e tecnologia).
  • As Instituições de Ensino Superior, nas várias localizações identificadas pelas empresas, criam as ações de formação (duração entre 3 a 6 meses).
  • As Empresas e as Instituições de Ensino Superior trabalham em conjunto para desenvolver o conteúdo dos programas formativos.
  • O Programa, através da sua Direção, lança um processo de candidatura para formandos, para que as pessoas que reúnam condições, ou seja desempregadas/os ou em subaproveitamento, com o ensino secundário completo, se possam candidatar.
  • Os candidatos que reúnam as condições são direcionados para um portal de testes de inglês e psicométricos, estes últimos destinados a avaliar as capacidades em áreas consideradas críticas para a formação a ministrar, nomeadamente raciocínio lógico e matemático.
  • Os candidatos com melhor avaliação nos testes são canalizados para entrevistas com as empresas participantes e o IEFP, para uma validação final da sua motivação para aceitarem este desafio.
  • Candidatos, ordenados pela avaliação obtida nos testes, são colocados nas ações de formação, tendo em atenção a sua seleção de tecnologia/local.
  • Fechado o processo de colocação, a Instituição de Ensino Superior onde a ação irá decorrer, comunicará ao formando a data de início, devendo nesta fase o formando assegurar a sua inscrição no IEFP, caso ainda não se encontre inscrito.
  • A ação de formação na Instituição de Ensino Superior decorrerá, preferencialmente de forma presencial, num período, tipicamente de 6 meses (3 a 6 meses).
  • No decorrer da formação serão realizadas avaliações associadas aos vários módulos, existindo 2 desses processos de avaliação que serão acompanhados pelas empresas.
  • No fim da formação as/os candidatas/os que obtiverem aprovação são direcionadas/os para entrevistas pelas Empresas (Turmas Partilhadas).
  • As/os candidatas/os aprovados pelas empresas são integrados numa das empresas aderentes por um período de 3 meses em formação profissional em contexto de trabalho.
  • Após esta última fase, as Empresas contratam os candidatos que aprovarem, considerando um mínimo de 80%, face ao número de vagas que identificaram.
  • Do ponto de vista financeiro, toda a componente formativa é paga com fundos públicos e o formando tem uma bolsa, equivalente ao salário mínimo nacional paga no período de formação por fundos públicos e na formação em contexto de trabalho, pela empresa.